O QUE ESTOU FAZENDO NA AUSTRÁLIA?

Escrevo esse post sentada em minha escrivaninha em Brisbane, na Austrália. Se você leu o SOBRE MIM – até o final –  você deve saber que sou brasileira e deve estar se perguntando o que eu vim fazer aqui. Eu poderia começar falando da minha infância e de como eu sempre sonhei em viajar e conhecer o mundo. Poderia até mesmo incluir meus anos na universidade, as empresas em que trabalhei e tudo o mais, mas não quero te torturar.

Resumidamente, eu queria melhor meu inglês, como muitos por aí. Por mais que eu tenha feito um intercâmbio mais curto no Canadá – três meses – e trabalhado por um tempo em um navio onde a língua principal era o inglês, queria me aprofundar um pouco mais e olhar a língua inglesa mais de perto ao invés de só usá-la como ferramenta. Não que o inglês não seja uma ferramenta de comunicação, mas, diferentemente de muitos estudantes de línguas que começam no nível básico e vão estudando a parte gramatical e vocabulário por anos – algumas vezes desde de que eram crianças -, eu aprendi inglês aqui e ali. Começava o curso e parava por um motivo ou outro. Uma confusão. Fiz o meu primeiro intercâmbio, mas não usava o inglês para nada no Brasil, trabalhei falando inglês, como comentei, mas não tinha conversas muito complexas. Aí não tem muito jeito, sem uso a gente perde a prática, esquece muita coisa, comete erros sem ninguém que possa realmente te corrigir por perto e eu queria juntar as pecinhas.

Depois de pesquisar um pouco sobre a Austrália e me encantar com o país, eu me programei, arrumei minhas malas e vim para Down Under. Minha mãe aproveitou a oportunidade e veio comigo para a sua primeira viagem fora do país. Ela ficou aqui por um mês e voltou para o Brasil. Eu fiquei.

Nos primeiros seis meses, eu me dediquei ao inglês, LITERALMENTE – eu tenho uma tendência de focar 100% no que estou fazendo, principalmente se trabalho ou estudos estão envolvidos (não acredito que isso seja sempre uma qualidade) -, mas tive tempo para me apaixonar por Brisbane. Para ser sincera, eu estou mais para a cidade do que para natureza. Por mais que eu ame praias e cachoeiras, por exemplo, acho que ter nascido e crescido em São Paulo faz a gente se acostumar com aquela loucura toda, chegamos até achar que é normal ficar parado no trânsito por horas a fio. Sampa não para, muitas loja e restaurantes ficam abertos 24 horas e Brisbane é (QUASE) o extremo oposto. Alguns cafés fecham às três horas da tarde – real, oficial – e eu sinto falta desse agito de vez em quando (por mais que eu não seja a mais baladeira das pessoas).

Porém, Brisbane tem seus encantos. O céu aqui é SEMPRE azul. Cheguei no “inverno” e mesmo assim houve dias em que o céu quase não tinha nuvens e o frio mandou um abraço – trouxe casacos à toa. Além disso, eu AMO o fato de que o rio é usado como meio de transporte público. Eles têm balsas funcionando diariamente e se você der sorte de ir na parte aberta no pôr do sol, ganha uma vista incrível de bônus. Há a opção de pegar a balsa paga ou a gratuita, que é menorzinha, mas também opera sete dias por semana.

Acho que acabei incluindo até o que não precisava aqui. Vou escrevendo, viajando e quando dou por mim já não lembro mais nem o tema do post. Acostumem-se!rs Vou dando mais informações de Brisbane e da Austrália com o tempo. Enquanto isso, comente aqui se estiver pensando em vir para a Austrália e se Brisbane está ou não na sua lista!

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