Sobre mim

Sempre acho muito esquisito falar sobre mim. Alguns dizem que isso é viturde, outros que é um defeito. Eu ainda não sei muito bem o que acho. Só sei que nunca  me sinto confortável respondendo ao “fale mais sobre você” em uma entrevista de emprego, por exemplo. Acredito que ninguém é completamente sincero nessas horas e não entendo muito o porquê de ainda insistirmos nisso, mesmo sabendo que o entrevistado não será honesto. Nas vezes em que me deparei com esse desafio, acabei listando minhas qualificações, falando sobre a minha experiência e abordando alguns aspectos mais pessoais para fechar (é o que eu leio nos sites de dicas entrevista de emprego; não é minha idéia). Tive sucesso na maioria das vezes que tive que falar sobre mim nesse tipo de entrevista, mas, ainda assim, nunca sei muito bem o que falar ou escrever.

Se pararmos para pensar, na vida real a gente não sai listando o que fez e o que deixamos de fazer para pessoas que acabamos de conhecer. Talvez você faça isso. Todo o meu respeito, mas não é muito o meu estilo. Eu entendo que entrevistas de emprego acontecem em um tempo curto, normalmente, o que justificaria a necessidade da lista de qualidades. Psicólogos e especialistas de RH devem ter uma explicação científica sobre a importância de ter alguém falando sobre si. Linguagem corporal pode estar envolvida nisso, o tom de voz também,  as possibilidades são infinitas, mas ainda assim duvido da sinceridade. Levamos anos e anos para TENTARMOS nos conhecer e talvez encarnação depois de encarnação para atingirmos total autoconhecimento – um fato sobre mim revelado: ACREDITO em reincanações. Então, por que esperamos conhecer alguém através de meia dúzias de palavras, sejam elas escritas ou faladas?

Não! Não saia dessa página desapontado. Tecnologia ainda é algo muito novo para mim, mas eu acredito que deve haver uma forma de saber quantas pessoas deixaram a página em menos de 30 segundos. Eu sei que você quer saber quem eu sou e eu vou chegar lá.

Podemos começar com o meu nome. É Camila. Prazer em conhê-la(o).  Estamos nos conhecendo? Não sei, mas educação é super importante, não é mesmo? Vamos continuar com as informações como se estivéssemos preenchendo um cadastro. Acho que vai funcionar. Estou vivendo nesse corpo há 26 anos. Há dias em que pareço ter 80, para ser sincera. Troco uma balada por pipoca e Netflix sem pensar duas vezes. Mas também há dias que eu pareço ter cinco anos – principalmente quando estou cercada de crianças de cinco anos. Sou Brasileira, mas atualmente moro na Austrália. O que vem depois de nacionalidade? Endereço e número de telefone são confidenciais, vamos pular essa parte. Passaporte e número de identidade também ficam de fora. Acho que já temos o sufuciente.

Devo estar escrevendo isso tudo porque eu não tenho nada muito interessante sobre mim para compartilhar. Ou porque eu prefiro guardar o que tenho de mais interessante para os posts do blog. De qualquer forma, adoraria ter você aqui me acompanhando nessa jornada. O nome do blog – FOR A DARE (traduzindo bem grosseiramente: DESAFIO; mas não desafio tipo challenge, desafio tipo verdade ou desafio; algo que você está fazendo por questão de honra) vem de um desafio que eu fiz à mim mesma. Estou compartilhando um pouco sobre mim para me desafiar, já que tenho uma tendência de ficar mais atrás das câmeras – ainda estou atrás da tela do computador, mas você me entendeu.  Amo escrever (embora digitar não pareça a mesma coisa), amo viajar (mas não sou do tipo viajante aventureira e desbravadora), amo conhecer pessoas novas, principalmente as de origem diferente da minha e, por último mais não menos importante, amo moda. Acho que um blog é uma forma bem legal de dividir minhas experiências e paixões e também pode ser bastante terapeútico, uma companhia equanto estou longe de casa; além de fazer uma pessoa tão papel e caneta como eu parecer mais moderna.

 

Vou escrever sobre a vida aqui na Austrália, viagens e moda à princípio. E, já que era para ser desafiador, escreverei em português E em inglês. Se quiser corrigir meus textos dá uma olhadinha no versão em inglês!rs Talvez precise de ajuda com o português também, porque o nó na cabeça é real!

Mas, enfim, vamos nos conhecendo aos poucos. Espere textos tão confusos quando essa discrição e tão simples como algo sobre os sapatos que eu comprei, mas não deveria ter comprado. Afinal, niguém é uma coisa só e somos – você e eu – muito complexos. Espero que ler meus textos seja tão prazeroso para você quando é para mim escrevê-los. Te deixo com a foto de uma versão minha que saberia responder ao quem sou eu muito mais facilmente do que a versão atual.